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2020093 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-MA

E considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

Rubem Braga. O Pavão. In: Ai de ti, Copacabana. 28.a ed. Rio de Janeiro: Record, 2010 (com adaptações).

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.

O texto defende a ideia de que o pavão ostenta sua beleza de maneira exibicionista, da mesma forma que o artista exibe seu esplendor — sua arte — com luxo e vaidade.

 

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