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1733259 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: Unoesc
Orgão: Pref. Iomerê-SC
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Leia com atenção o texto a seguir e responda à questão.

Por que acreditamos?

O medo da morte e a necessidade de dar um sentido à vida nos aproximam da fé. Mas um cientista americano garante: nascemos geneticamente "programados" para acreditar.

por Tarso Augusto

O poeta português Fernando Pessoa atribuiu boa parte de sua obra a 3 heterônimos - Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos –, cada qual com uma opinião sobre Deus. Caeiro era o que não acreditava –, nem Nele, nem em qualquer outro "sentido íntimo das cousas", como se referia a tudo que é transcendente. Mas reconhecia o tremendo desconforto, por causa da falta de fé, de viver sem explicação para o sentido da vida. No poema O Guardador de Rebanhos, Caeiro inveja a tranquilidade das árvores: "A de não saber para que vivem nem saber que não o sabem".

Para alguns estudiosos da relação entre o homem e o divino, esse incômodo do poeta – ou a angústia diante das coisas inexplicáveis do mundo – é o que leva boa parte da humanidade a acreditar que, por trás de tudo, existe uma força superior. "Temos consciência, e ela nos obriga a procurar um sentido para a vida", diz o filósofo Mário Sérgio Cortella, professor do Departamento de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Instinto básico

Desse ponto de vista, acreditar em Deus funcionaria, por exemplo, como um conforto diante da inevitabilidade da morte. E emprestaria propósito à existência – pois nossa "passagem" pela Terra seria apenas uma das etapas a ser cumpridas. "Quando estamos numa cidade estrangeira, ficamos inseguros. É sempre assim: precisamos construir algo ao nosso redor que nos dê segurança", afirma o teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, também professor da PUC de São Paulo. "Queremos entender e dar sentido a tudo que nos cerca. E a crença em Deus atende a essa necessidade elementar."

Com o avanço experimentado por todas as áreas do conhecimento nos últimos 150 anos, a fé teve de se adaptar. Mas não deu qualquer sinal de fragilidade. Ao contrário: nunca na história tantas pessoas acreditaram em alguma forma de Deus. Para Ribeiro, a razão é simples. "Quanto mais compreendemos o mundo, mais percebemos que não controlamos nada", diz o teólogo. "O conceito de que tudo é fruto do acaso não parece convincente para muitas pessoas. Há quem aceite essa hipótese e viva bem com ela. Mas há quem prefira acreditar em Deus."

Disponível em: <http://super.abril.com.br/religiao/acreditamos-619247.shtml>. Acesso em: 3 dez. 2017, (adaptado).

De acordo com os textos e dentro do debate sobre a relação do homem com o divino (segundo o texto), o professor da PUC, Mário Sérgio Cortella, declara que:

 

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