Leia o texto abaixo e responda às questões de 01 a 06.
Vida escolar remota
Mais ou menos a metade dos alunos das escolas públicas de São Paulo acessa aulas online; a porcentagem de alunos de escolas particulares que consegue manter contato com a escola e os professores deve ser um pouco maior, mas não muito. É que, quando consideramos escolas particulares, em geral pensamos nas escolas grandes e mais conhecidas, mas a maioria delas é pequena, está localizada em bairros, acolhe estudantes da vizinhança, cobra mensalidades baixas e são carentes de recursos tecnológicos e de formação de professores.
Bem, mas se pelo menos metade dos estudantes está continuando seus estudos de maneira remota, isso significa que milhares de famílias estão às voltas com essa novidade. E não tem sido fácil para os pais acompanhar os filhos nessa empreitada.
Por isso, é bom esclarecer alguns pontos. Os alunos têm realizado a famosa educação a distância (EAD): Não: eles estão tentando aprender com seus professores mediados pela tecnologia. Estes criaram rapidamente meios de manter seus alunos estudando, em geral transformando o ensino presencial em remoto. Não se constrói uma metodologia de educação a distância de um dia para o outro: exige formação específica dos docentes, por exemplo.
A EAD oferece tutores remotos a quem os alunos podem recorrer quando enfrentam dúvidas ou dificuldades em determinados tópicos, realiza trabalhos que ocorrem simultaneamente com alunos e professor em tempo real - a chamada atividade síncrona - e também as atividades assíncronas, ou seja, as que não ocorrem ao mesmo tempo, além de distribuir os conteúdos a serem ensinados em diferentes desenhos de plataformas e ambientes.
É muita diferença! É, então, ensino domiciliar, ou homeschooling, que a criançada está praticando? Também não! No ensino domiciliar, os filhos não são matriculados em escola e, portanto não há participação dela nos estudos. Apenas os pais, parentes ou mesmo os profissionais contratados por eles são responsáveis pela aprendizagem das crianças da família.
As crianças vão aprender como aprendiam antes? Provavelmente, não. Algumas vão aprender em outro ritmo, outras não conseguirão focar a atenção para aprender tudo o que seu potencial permitiria e outras, ainda, resistirão bravamente à ajuda dos pais. Mas - surpresa! -, algumas aprenderão bem mais!
Rosely Sayão
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