Tudo o que vem do povo tem uma lógica, uma razão, umafunção. Ele nada faz sem motivo, e o que produz está geralmenteligado ao comportamento do grupo ou a uma norma social ou decunho psíquico e religioso, um traço que vem de temposlongínquos, lá do fundo de nossas raízes, perdidas na noite dostempos, quando estávamos em formação. Pastoril, Quilombo,Reisado, Coco-de-Roda, literatura de cordel, festas, tradições,superstições, contos, mitos, lendas não aparecem por acaso. Sãoelementos da memória popular, que engloba sentimentos ereações diante da história e das transformações.
Quais as origens do folclore alagoano, quais oscomponentes culturais que o forjaram? Théo Brandão, com aautoridade de quem estudou a vida inteira e deixou uma obrairrepreensível sobre o assunto, diz que são muitas ascontribuições na formatação do nosso folclore. E que não é fácilnem simples demarcar a que grupo pertence uma de suasvariantes ou estabelecer com precisão a fronteira de determinadamanifestação folclórica. Afirma que há dúvidas em alguns casose em outros é inteiramente impossível chegar a uma conclusãoúnica e definitiva. Cita como exemplo concreto dessas incertezaso caso da dança existente em várias unidades nordestinas, queaparece ora como Coco, ora como Pagode, ora como Samba.
Instituto Arnon de Mello. Alagoas popular: folguedos e
danças de nossa gente.Maceió: IAM, 2013, p. 24 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, referentes às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto apresentado.
A oração iniciada pelo verbo “chegar” exerce, no quartoperíodo do último parágrafo, a função de sujeito.