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2809774 Ano: 2022
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEE-PE
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Há exatos cem anos, um grupo de artistas ocupou o Teatro Municipal de São Paulo com uma programação de pintura, escultura, poesia, literatura e música. Essa ação ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna ou Semana de 22, cuja intenção foi apresentar uma ruptura dos protocolos de representação, a partir da experimentação formal e da liberdade criadora. Seis anos mais tarde, um desses agitadores culturais (como seriam chamados nos dias de hoje), Oswald de Andrade (1890-1954), publica no primeiro número da Revista de Antropofagia o Manifesto que assim começa:

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente.

Filosoficamente.
•
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os
individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões.

De todos os tratados de paz.
•

Tupy, or not tupy, that is the question.
•

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem.
Lei do antropófago.
•

A revisão histórica desse marcante evento cultural de uma determinada elite intelectual paulistana indica um duplo vértice de ambiguidade. Por um lado, a Semana de 22 contribuiu para a convergência de ideias estéticas do passado, no intuito de consolidar um marco para uma tradição brasileira de artes. Por outro lado, foi uma ação que ficou restrita a um grupo pequeno de pessoas, cuja ruptura formal com as circunstâncias da produção artística não causou impacto significativo na estrutura da fruição e circulação de conteúdos estéticos de outras realidades sociais brasileiras, como ainda pode ser identificado nos dias de hoje.

A partir do texto apresentado, julgue o item subsequente.

A Semana de Arte Moderna teve impacto restrito apenas às artes visuais, limitando-se a compor novas referências em outras linguagens e mídias artísticas.

 

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