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O rio de minha terra é um deus estranho.

Ele tem braços, dentes, corpo, coração,

muitas vezes homicida,

foi ele quem levou o meu irmão.

É muito calmo o rio de minha terra.

Suas águas são feitas de argila e de mistérios.

Nas solidões das noites enluaradas

a maldição de Crispim desce

sobre as águas encrespadas.

O rio de minha terra é um deus estranho.

Um dia ele deixou o monótono caminhar de cor po mole

para subir as poucas rampas do seu cais.

Foi conhecendo o movimento da cidade,

a pobreza residente nas taperas marginais.

Pois tão irado e tão potente fez-se o rio

que todo um povo se juntou para enfrentá-lo.

Mas ele prosseguiu indiferente,

carregando no seu dorso bois e gente,

até roçados de arroz e de feijão.

Na sua obstinada e galopante caminhada,

destruiu paredes, casas, barricadas,

deixando no percurso mágoa e dor.

Depois subiu os degraus da igreja santa

e postou-se horas sob os pés do Criador.

E desceu devagarinho, até deitar-se

novamente no seu leito.

Mas toda noite o seu olhar de rio

fica boiando sob as luzes da cidade.

(Adaptado de: MORAES, Herculano. O rio da minha terra. Disponível em: https://www.escritas.org)

Pois tão irado e tão potente fez-se o rio

que todo um povo se juntou para enfrentá-lo

Os termos em destaque nos versos acima exercem, respectivamente, a função sintática de

 

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