
Não restam dúvidas de que as mulheres conquistaram, definitivamente, um papel importante nas empresas. Hoje elas!$ ^{A)} !$ são executivas, diretoras e presidentes. A tendência, indiscutível, é o seu!$ ^{B)} !$ crescimento profissional. Porém, nem tudo são flores: jornadas de trabalho excessivamente longas, exigências e cobrança de metas pesam ainda mais quando aliadas a compromissos sociais, maternidade e cuidados com a beleza e a saúde. E a Tensão Pré- Menstrual (TPM), nesse contexto, é a gota d'água para crises de estresse.
Um estudo da Universidade Estadual e do Centro de Pesquisa em Saúde Reprodutiva de Campinas mostrou que a TPM é cada vez mais comum entre as brasileiras. Das 860 entrevistadas, com idade entre 18 e 35 anos, aproximadamente 80% sofrem ou já sofreram com os efeitos da tensão, como inchaço, dores de cabeça, irritação, tristeza e até depressão. Isso significa que oito em cada 10 brasileiras em idade reprodutiva sofrem com o problema, o que equivale a 41 milhões de mulheres. O índice extrapola a média mundial, estipulada em 35% de pacientes com sintomas moderados e intensos, e dá ao Brasil o título de "país da TPM".
– A síndrome não tem cura, mas há como controlar. Não existe tratamento específico, porém cuidar da alimentação, tomar pílula anticoncepcional e praticar alguma atividade física aeróbica, durante 30 minutos, no mínimo quatro vezes por semana, ajuda muito na prevenção da TPM – afirma o ginecologista Leopoldo Cruz Vieira, do Hospital San Paolo (SP).
O fato é que cada mulher, a seu modo, lida com algum tipo de alteração emocional na fase que antecede a menstruação, algumas com mais intensidade que outras. E como os sintomas não escolhem lugar, apenas hora para se manifestarem, lidar com esse mal no ambiente corporativo torna-se um desafio e tanto. A revista Journal of Occupational and Environmental Medicine divulgou recentemente uma pesquisa que traçou uma análise do desempenho profissional das mulheres no período de TPM. Segundo o estudo, as que sofriam os sintomas faltavam duas vezes mais ao trabalho por mês do que as outras!$ ^{C)} !$.
Se for analisada a participação das mulheres nos cargos de liderança no país, correspondente a 24% em 2011 – segundo o estudo Grant Thornton International Business Report, uma pesquisa trimestral com as opiniões de executivos – o contexto pode ser direcionado para duas realidades: a de que elas estão cada vez mais no comando e a de que precisam estar mais atentas aos sinais da TPM para seguirem nesses postos.
Christian Barbosa, especialista em gerenciamento do tempo e produtividade, afirma que a mulher pode "pular" os dias da TPM. Como assim?
– Basta que ela trace um planejamento das suas!$ ^{D)} !$ atividades, deslocando aquelas!$ ^{E)} !$ mais pesadas para os dias em que ela não estará de TPM. Assim, ela evita as situações de altos picos de estresse – explica.
Nenhum método, porém, é tão efetivo quanto exercitar o autocontrole.
Zero Hora, 23 de julho de 2011
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