O uso da tecnologia vem se fazendo presente de maneira cada vez mais intensa nos últimos anos. Em virtude de um convívio quase absoluto, efeitos colaterais começam a ser observados no comportamento de crianças, jovens e adultos, preenchendo os critérios de uma das mais novas propostas diagnósticas do século XXI: a dependência tecnológica.
Sobre a dependência tecnológica, pode-se afirmar que:
I- Atualmente, a dependência de internet é conceitualizada como uma patologia pertencente aos transtornos do controle de impulsividade, contemplando, assim, aspectos semelhantes àqueles observados no jogo patológico.
II- Crianças e adolescentes estão especialmente em risco de desenvolverem o uso problemático por serem os adeptos mais entusiasmados da tecnologia e contarem com a condescendência dos adultos.
III- A pessoa com dependência tecnológica apresenta labilidade emocional (a internet é vivida como uma forma de regulação emocional), quando o uso da internet é restringido.
IV- Trata-se de um transtorno específico da infância e da vida adulta especialmente encontrado em países em desenvolvimento.