Para aprender a ler e a escrever, a criança precisa construir um conhecimento de natureza conceitual: precisa compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem. Isso significa que a alfabetização não é o desenvolvimento de capacidades relacionadas à percepção, memorização e treino de um conjunto de habilidades sensório-motoras. É, antes, um processo no qual as crianças precisam resolver problemas de natureza lógica até chegarem a compreender de que forma a escrita alfabética em português representa a linguagem, e assim poderem escrever e ler por si mesmas. Nessa perspectiva, a aprendizagem da linguagem escrita é concebida como:
I- A compreensão de um sistema de representação e não somente como a aquisição de um código de transcrição da fala.
II- Um aprendizado que coloca diversas questões de ordem global, e não somente perceptivo-motoras, para a criança.
III- Um processo de construção de conhecimento pelas crianças por meio de práticas que têm como ponto de partida e de chegada o uso do lúdico e a participação nas diversas práticas sociais de escrita.