Silêncio na Construção
Na última laje de cimento armado os trabalhadores cantavam a nostalgia da terra ressecada.
De um lado era a cidade grande, de outro, mar sem jangadas.
O mensageiro subiu e gritou:
— Verdejou, pessoal!
Num átimo os trabalhadores largaram-se das redes, desceram em debandada, acertaram as contas e partiram.
Parada a obra.
Ao dia seguinte, o vigia solitário recolocou a tabuleta: "Precisa-se de operários", enquanto o construtor, de braços cruzados, amaldiçoava a chuva que devia estar caindo no Nordeste.
ANÍBAL MACHADO. Cadernos de João. Rio. José Olympio Editora, 1957, p. 19-20
O título "Silêncio na construção"
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