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TEXTO II
A FAVOR DA DIFERENÇA, CONTRA TODA DESIGUALDADE *
A maioria das pessoas acredita que está isenta de preconceitos. No entanto até sua linguagem contradiz esta crença. De modo especial, o corpo, que deveria ser um elemento de agregação e de comunicação, se torna elemento de discriminação.
Coube-me fazer uma pesquisa com dez adolescentes sobre a presença da violência na escola através da palavra. Todos afirmaram que já agrediram e foram agredidos com palavras. Surpreende que os adolescentes veem no corpo um elemento de discriminação. A obesidade, a altura, pequenos defeitos físicos são motivos de preconceito.
Acontece que nossa sociedade seleciona um determinado corpo como modelo e quem não obedece a este padrão está fora de cogitação. Num país de pobres que não conseguem ter uma alimentação equilibrada e nem os cuidados mínimos com a saúde, a consequência é a marginalização.
As pessoas com necessidades especiais também são consideradas anormais. É muito comum agredir verbalmente as pessoas chamando-as de retardadas\( ^{(C)} \). Até os pobres entram na dança da agressão. Um xingamento comum é o de vileiro ou favelado. E o que dizer dos adolescentes homossexuais?
Diferença x desigualdade
Existe a visão de que a diferença se identifica com a desigualdade. Há um padrão de ser humano estandardizado e único que deve servir de metro para o julgamento das pessoas. O grande desafio para a educação é descobrir este currículo\( ^{(D)} \) oculto verdadeiro e forte para enfrentá-lo adequadamente.
Há pessoas que dizem que só a educação é capaz de salvar e desenvolver um país. Até aqui todos estão de acordo. Contudo é importante se perguntar qual é o tipo de educação necessária para um país como o Brasil, que tem uma das maiores concentrações de renda do mundo. Há pessoas que tiveram acesso a todos os estudos possíveis e, no entanto, continuam defendendo uma sociedade livre sem ser justa, o que, convenhamos é uma grande possibilidade.
Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do MEC\( ^{(A)} \), demonstrou que quanto mais preconceito e práticas discriminatórias existem numa escola, pior é o desempenho de seus estudantes. Foram entrevistadas 18.500 pessoas entre alunos, pais, diretores, professores e funcionários de 501 escolas de todo o Brasil. Do total de estudantes entrevistados, 70% têm menos de 20 anos.
Esta pesquisa revela que praticamente todos os entrevistados (99,3%) têm preconceito em algum nível. Sobre contra quem eles admitem ter preconceito, revelaram: homossexual, deficiente mental, cigano, deficiente físico.
Enquanto a educação não enfrentar essas questões\( ^{(B)} \), o que está acontecendo em nossas escolas é apenas uma transmissão de conteúdos, um verniz colorido que não penetra o profundo, a consciência e o coração das pessoas. (...)
SANDRINI, Marcos. Mundo jovem. Realidade brasileira Fevereiro de 2013.
*O texto foi reproduzido na íntegra, respeitando-se todas as construções sintáticas da forma como nele apareceram.
Leia o excerto abaixo:
Há pessoas que tiveram acesso a todos os estudos possíveis..”
Assinale a alternativa em que o termo destacado classifica-se, morfologicamente, da mesma maneira que o sublinhado no recorte acima.
 

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