Uma paciente de 32 anos de idade, primigesta, deu entrada no pronto-socorro com quadro de dor e enrijecimento abdominal de início há duas horas. Ela nega perdas transvaginais, refere boa movimentação fetal e apresenta idade gestacional (IG) compatível com 33 semanas e 1 dia, com pré-natal de risco habitual sem intercorrências, em uso de sulfato ferroso profilático. Ao exame físico, está em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril, com fácies de dor, com RCR a dois tempos, bulhas normofonéticas, PA = 125 mmHg x 77 mmHg, FC = 104 bpm, murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios, SatO2 = 94% e FR = 16 irpm. Verificam-se abdome gravídico com altura uterina = 30 cm, BCF = 142 bpm e, ao toque, colo amolecido, fino, labial, dilatado para 2 cm, cefálico, -2 De Lee e bolsa íntegra.
Em relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
A melhor conduta, nesse caso, inclui internação, coleta de swab para cultura seletiva de Streptococcus do grupo B, inibição do trabalho de parto prematuro (antagonista de canal de cálcio, beta-agonista ou inibidor de receptor de ocitocina) e corticoterapia (betametasona 12 mg, de 24h/24h por dois dias, ou dexametasona 6 mg, de 12h/12h por dois dias).