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4238981 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time

Por Ana Clara Caielli Barreiro

É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e

um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho

no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais

variáveis podem ter mais peso no resultado.

Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma

série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as

equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que

cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina

imediatamente.

Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de

linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos

os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os

pênaltis e em que ordem.

Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro

leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para

o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo

tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por

trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da

Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores

eram australianos e brasileiros.

A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas

variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma

situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses

momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de

60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a

vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os

cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras

cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para

cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso

lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos

deveriam considerar ao definir os cobradores.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).

Quantos substantivos compõem o trecho “Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores”, retirado do texto?
 

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