Magna Concursos
1538115 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Turuçu-RS
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Para responder às questões de 01 a 10, considere o texto:

..... Ter os clássicos?


No ensino médio, as aulas de Literatura nos obrigam a ler vários livros clássicos, certo? Normalmente de autores brasileiros ou portugueses (alô Machado, alô Eça!). Depois, vem o vestibular e faz a mesma coisa. Para várias pessoas, esse passo a passo da literatura clássica é uma tortura. Eu não vou contradizer quem pensa assim: é complicado mesmo gostar de ler aqueles livros escritos há séculos atrás, com uma linguagem bastante diferente da nossa, descrevendo uma realidade aparentemente muito distante. Por isso, digo uma coisa: os clássicos são muito mal compreendidos. Eles têm um valor incalculável, não só para passar no vestibular, mas para nossa formação como pessoas, e algumas reflexões rápidas podem te ajudar a olhá-los de outra forma.

Afinal, ler clássicos por quê? Gostar deles por quê? Aposto que muita gente já se perguntou isso quando estava lendo “A Cidade e as Serras”. Mas aprender a apreciá-los é mais fácil do que você imagina. Como eu já contei nesse post aqui, gostar de ler é um treino; gostar de ler os clássicos é um treino duplo. A linguagem mais complicada pode ser uma barreira, no início, mas com o tempo você vai pegando o jeito e aprendendo a ignorar as expressões muito antiquadas. Garanto que um pouco de insistência nessas obras podem mudar sua vida!

Veja dois motivos para se apaixonar pelos clássicos:


1. São universais e atemporais


O que será que você tem a ver com o enredo de “Crime e Castigo”, de Dostoiévski? Ou com “Dom Casmurro”, de Machado de Assis? Muito pouco, alguns diriam. Porém eu diria que você tem tudo a ver com esses personagens. A magia do clássico é que ele consegue descrever com muita precisão as pessoas e os sentimentos humanos. Por isso, dizemos que são universais e atemporais, ou seja, independente de quanto tempo você o leia depois que ele foi publicado, a essência da obra continua bastante atual.

Os conflitos e as emoções dos personagens se conectam a nós mesmos e nos ajudam até a entender nossos próprios sentimentos. Além disso, os livros que retratam jogos de poder, corrupção política ou mesmo regimes totalitários, como em 1984, de George Orwell, podem abrir a cabeça do leitor para as conexões que esses mundos fictícios têm com o nosso mundo real.


2. Eles deram origem a (muitas) obras atuais:


Você já assistiu ao filme “O Diário de Bridget Jones”? Ele foi baseado em um livro, que é baseado em, olha só, “Orgulho e Preconceito”, da Jane Austen, escrito há mais de 200 anos (percebeu a atemporalidade?). Esse é só um exemplo de como os livros clássicos construíram as bases para muitas e muitas das obras que apreciamos hoje em dia. Como “nada se perde, tudo se transforma”, a influência que as grandes obras produziram na cultura contemporânea é gigante. Não falo só de livros atuais: vários filmes adolescentes são adaptações modernas dessas obras. Veja alguns exemplos:


1. “10 Coisas que Eu Odeio em Você” — inspirado em “A Megera Domada”, de Shakespeare;

2.“A Mentira” — baseado em “A Letra Escarlate”, de Nathaniel Hawthorne;

3. “As Patricinhas de Beverly Hills” — baseado em “Emma”, de Jane Austen;

4. “Segundas Intenções” — baseado em “Ligações Perigosas”, de Choderlos de Laclos;

5. “Ela é o Cara” — baseado em “Noite de Reis”, de Shakespeare:

6. " Rei Leão" - baseado em "Hamlet", de Shakespeare.


Sim, caro leitor, “Patricinhas de Beverly Hills” e “A Mentira” são releituras de clássicos!


Disponivel em https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/estante/por-que-ler- os-classicos/ (adaptado).

Só não é acentuada pelo mesmo motivo de “só”:

 

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