“O discurso científico, a especialidade e a organização institucional das práticas em saúde circunscreveram-se a partir de conceitos objetivos não de saúde, mas de doença. O conceito de doença constituiu-se a partir de uma redução do corpo humano, pensado a partir de constantes morfológicas e funcionais, as quais se definem por intermédio de ciências como a Anatomia e a Fisiologia. A 'doença' é concebida como dotada de realidade própria, externa e anterior às alterações concretas do corpo dos doentes.” As afirmativas decorrem de alguns fatores/problemas, conforme o pensamento da autora, Dina Czeresnia (2003).
( ) A saúde pública se define como responsável pela promoção da saúde, enquanto suas práticas se organizam em torno de conceitos de doença.
( ) Outra questão é que suas práticas tendem a não levar em conta a distância entre o conceito de doença - construção mental - e o adoecer - experiência da vida -, produzindo-se a “substituição” de um pelo outro.
( ) O discurso médico científico contempla em sua plenitude a significação mais ampla da saúde e do adoecer e a saúde é um objeto perfeitamente delimitável.
( ) A saúde pode ser traduzida em conceito científico, da mesma forma que o sofrimento que caracteriza o adoecer, com a contribuição da Psicologia e outras ciências.
( ) O conceito de doença não somente é empregado como se pudesse falar em nome do adoecer concreto, mas, principalmente, efetivar práticas concretas que se representam como capazes de responder à sua totalidade.
Com base nas alternativas acima, a sequência CORRETA de (V) verdadeiro e (F) falso está na alternativa: