A aprendizagem escolar exige que o professor olhe o aluno para além de um mero cognoscente ou assimilador de conteúdos supostamente científicos. Ele deve ser visto como um ser que se constitui nas redes de relações que estabelece com o ambiente familiar, com o lugar onde mora, com a cultura do seu povo, com a religião e as instituições religiosas, com a própria escola e com os valores ético-morais de tais redes. Nesse sentido, o aluno deve ser visto como um ser que recebe influências ou ações de outros homens por estar em convivência e participar de uma coletividade. A psicologia da educação auxilia a pedagogia (educação formal) quando, por exemplo, Moreira (1997) afirma que “o homem, para agir sobre a natureza, usa ou sua força motriz ou instrumentos e ferramentas criados por ele mesmo, como, por exemplo, o machado. Esse instrumento ou ferramenta mediadora amplia a sua capacidade manual de transformação da natureza para a satisfação das suas necessidades. Para agir sobre o psiquismo dos outros homens, ação esta indispensável ao trabalho coletivo, o homem usa, de acordo com Vygotsky, um outro tipo de instrumento, ou seja, usa ferramentas psicológicas: os signos. A mediação através de signos (qualquer coisa que representa objetos, situações ou eventos), como por exemplo, através da linguagem, é de fundamental importância para a construção das funções mentais superiores ou aquelas funções só possíveis de serem desenvolvidas pela inserção em contextos sociais”.
Ao pensar as relações de ensino e aprendizagem, pode-se, conforme a autora, concordar que, para Vygotsky,