As prisões
Diariamente, nossos lares (e mentes) são invadidos por imagens – às vezes – grotescas, do cenário de muitas prisões espalhadas pelo Brasil. Nelas, vidas são trancafiadas; a liberdade parece pequena demais. Mas, onde estão as verdadeiras prisões? Não raro, elas se encontram dentro de nós mesmos. É no interior de cada um que as grades carcerárias da liberdade vão sendo erguidas, em formas de sentimentos negativos, atitudes autodepreciativas e vícios acorrentadores. Portanto, somos responsáveis tanto pela nossa liberdade como por sua privação.
Quem armazena ódio no coração e permite-se, ao longo dos anos, a companhia do ressentimento, da amargura, da vingança, e da inveja, apenas está construindo muros dentro de si mesmo; na verdade, muralhas. Não existe sistema penitenciário mais complexo e hermético do que o coração humano, alimentado pelo veneno dos sentimentos mesquinhos, que aprisionam a liberdade e oprimem a existência.
Existem pessoas que vivem se autodepreciando. Elas não se amam, deixam-se dominar pelos outros, não se valorizam e têm uma péssima imagem de si mesmas. Alguns chegam até a mendigar amor e atenção. Negociam a dignidade e, o que é pior, tornam-se reféns de quem procuram. Viver assim é fechar-se atrás das grades opressoras da inferioridade, do aniquilamento e da autoflagelação [...].
FERNANDES, Estevam. Quando vem a brisa... Rio de Janeiro: Editora Central, 2008, p. 183.
A respeito de “Existem pessoas que vivem se autodepreciando”, pode-se afirmar:
I- A flexão verbal “Existem” pode ser substituída por “Há” sem sofrer nenhuma alteração na função sintática dos termos da oração.
II- O termo “que” introduz uma oração subordinada, ampliando a significação de seu referente.
III- Em “se autodepreciando” temos um caso de pronome enclítico, tendo em vista que a oração foi iniciada por verbo.
Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(s), apenas