Magna Concursos
1595817 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Para responder à questão, leia o texto.
Pobres falantes! Seu trabalho não tem palavras, apenas ferramentas e isolamento. É um trabalho mecânico, infeliz, repetido, ao lado dos companheiros, mas longe deles. Sua conversa é com a máquina, a enxada. Em pequenos intervalos, permitem-lhes abrir a boca para comer a ração diária que mal lhes repõe as energias para durar aqueles trinta ou trinta e cinco anos que lhes deu a graça de ter nascido do lado errado do rio.
Chegando em casa, esse falante, esgotado, mal ouve as palavras domésticas ditadas pela TV ou gritadas pelos filhos, o rebanho doméstico, peças de futuras reposições. Se tem sorte, chega cedo, pode ouvir a vida nas novelas, no mundo dos auditórios. Ele, ela, pobretões, podem ouvir. De posse do instrumento língua, eles não podem usá-lo integralmente.
(Milton José de Almeida. Ensinar
Português? Em: João Wanderley Geraldi, O texto na sala de aula)
Kleiman (Texto e Leitor) afirma que “a ativação do conhecimento prévio é, então, essencial à compreensão, pois é o conhecimento que o leitor tem sobre o assunto que lhe permite fazer as inferências necessárias para relacionar as diferentes partes discretas do texto num todo coerente. Este tipo de inferência, que se dá como decorrência do conhecimento de mundo e que é motivado pelos itens lexicais no texto é um processo inconsciente do leitor proficiente.”
Com base na afirmação da autora, no trecho – ... para durar aqueles trinta ou trinta e cinco anos que lhes deu a graça de ter nascido do lado errado do rio. –, infere-se corretamente que a expressão
 

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