“O Brasil formou-se, despreocupados os seus colonizadores da unidade ou pureza de raça. Durante quase todo o século XVI a colônia esteve escancarada a estrangeiros, só importando às autoridades coloniais que fossem de fé ou religião Católica. Handelmann notou que para ser admitido como colono do Brasil no século XVI a principal exigência era professar a religião cristã: “somente cristãos” – e em Portugal isso queria dizer Católicos – “podiam adquirir sesmarias”. “Ainda não se opunha todavia”, continua o historiador alemão, “restrição alguma no que diz respeito à nacionalidade: assim é que Católicos estrangeiros podiam emigrar para o Brasil e aí estabelecer-se [...]. Oliveira Lima salienta que no século XVI Portugal tolerava em suas possessões muitos estrangeiros, não sendo a política portuguesa de colonização e povoamento a de “rigoroso exclusivismo posteriormente adotado pela Espanha”.
[...]
Temia-se no adventício acatólico o inimigo político capaz de quebrar ou de enfraquecer aquela solidariedade que em Portugal se desenvolvera junto com a religião Católica. Essa solidariedade manteve-se entre nós esplendidamente através de toda a nossa formação colonial, reunindo-nos contra os calvinistas franceses, contra os reformados holandeses, contra os protestantes ingleses. Daí ser tão difícil, na verdade, separar o brasileiro do Católico: o Catolicismo foi realmente o cimento da nossa unidade.”
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. 1º tomo. 13 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1966, p. 38-39.
Escreva V para verdadeiro e F para falso, conforme o texto.
( ) O termo “despreocupados”, na primeira linha, refere-se a “colonizadores”.
( ) A expressão “e em Portugal isso queria dizer Católicos” poderia vir entre parênteses ao invés de travessões, sem prejuízo gramatical ou de sentido.
( ) Oliveira Lima foi um historiador alemão.
( ) Os vocábulos “fé” e “aí ” são acentuados devido à mesma regra de acentuação tônica.
A seqüência correta, de cima para baixo, é: