Magna Concursos
756607 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: FUNAPE
A nova face de Pequim
Ao mesmo tempo em que a China é um país milenar, zeloso de suas tradições, cada vez mais ela recebe influências de outras partes do mundo. Na arquitetura, não está sendo diferente. No século passado, Pequim deixou de lado os telhados cheios de curvas e amarelos do período imperial para receber os edifícios acinzentados de ângulos retos da era comunista, a exemplo do Grande Palácio do Povo e do Novo Museu Nacional, nas margens leste e oeste da Praça da Paz Celestial. E, agora a cinco meses da Olimpíada de Pequim, que começa no dia 08 de agosto, a cidade está sendo invadida por construções modernas e ousadas. São 137 locais de competição, cujos projetos foram assinados pelos mais renomados arquitetos do mundo, escolhidos pelo governo chinês por meio de um concurso internacional.
A única obra que ainda não foi entregue é uma das que mais estão chamando a atenção do público. Com previsão de inauguração para o final de abril, o Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro, tem capacidade para 91 mil pessoas e abrigará as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos. A fama do Ninho foi alimentada por uma estratégia de marketing das autoridades chinesas, que consistiu em construir primeiro a parte externa da instalação. Assim tem sido impossível alguém passar incólume pelo emaranhado de tubos de aço, uma estrutura de 42 mil toneladas que reveste toda a fachada da instalação e dá sustentação ao prédio.
Além de Pequim, outras seis cidades chinesas farão parte da festa olímpica. Hong Kong receberá as competições eqüestres, Qingdao será sede das provas de vela, e as subsedes Shenyang, Quinhuangdao, Tianjinn e Xangai receberão os torneios masculinos e femininos de futebol. Os estádios, modernos e confortáveis, como o Olímpico de Tianjing, já estão prontos. Que o Ninho, o Cubo e o Verde Olímpico – cujo projeto urbanístico faz referência aos cinco elementos da natureza (madeira, metal, água, fogo, terra) – são obras modernas e ousadas para os padrões chineses, não há dúvida. O surpreendente é observar que, assim como os templos e palácios construídos ao longo de toda a história deste país, eles contemplam a natureza ou, de alguma forma, remetem a ela. É a China abrindo suas portas, mas, do seu jeito.
Texto extraído da Revista IstoÉ. Comportamento. 12 de março de 2008. nº 2001 Ano 31, pp. 58 a 60. Adaptado.
Em “A cinco meses dos Jogos Olímpicos, a cidade chinesa renasce moderna e ousada em sua arquitetura.”,
 

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