Leia o texto a seguir para responder à questão:
Espero estar enganada, mas meu senso de observação,
aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido
a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como
velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos
para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos,
achando graça em nada.
Outro dia, estava conversando com amigos da minha
faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa
dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração
tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham
sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus
entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam.
Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas
a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na
praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas
com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa
frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso
rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em
mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a
ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte
e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como
privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas,
buscávamos excitação de verdade.
Que desalento é esse que está intoxicando garotos e
garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham.
Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser
uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo
irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.
(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025.
Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
• Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana… (2º parágrafo)
• Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. (2º parágrafo)
• Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade. (2º parágrafo)
• E o fracasso apavora. (3º parágrafo)
A alternativa em que todos os verbos expressam ações ocorridas no passado é:
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