Texto CG1A1AAA
Encontradas principalmente nos embriões, mas também em alguns tecidos adultos como o adiposo, as células-tronco têm a capacidade de se transformar em células de diversos tipos. Embora a chamada plasticidade das embrionárias seja maior, os desafios éticos de pesquisas com esse tipo de células levaram a atenção de muitos cientistas às células-tronco adultas. Na virada do milênio, publicações científicas em periódicos importantes sugeriam que ambas teriam propriedades equivalentes. Esperava-se que, ao serem injetadas em órgãos danificados, como um coração infartado, as células-tronco adultas pudessem originar vasos sanguíneos e células cardíacas. Teve início, então, uma série de ensaios clínicos — testes em pessoas —, que foram amplamente noticiados.
Hoje, sabe-se que as células-tronco adultas não são tão versáteis quanto prometiam. Os resultados dos ensaios não foram animadores. Mas isso não significa que tenham sido descartadas como possível tratamento ou que os esforços tenham sido desperdiçados. Na ciência, o negativo também é um resultado; mesmo que não renda prêmios ou resulte em publicações, contribui para o avanço do conhecimento.
Alexandra Ozorio de Almeida. Dois passos para trás, um para frente. In: Revista Pesquisa Fapesp, 260.ª ed., out./2017, p. 7 (com adaptações).
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CG1A1AAA, julgue o item que se segue.
O emprego do acento indicativo de crase em “às células-tronco adultas” é facultativo, dada a presença de termo masculino na palavra composta “células-tronco”.