Consideremos que a carreira profissional está constituída de várias e significativas unidades ou fases, reconhecidas pelo trabalhador e pela sociedade. Alguns autores defendem que a aposentadoria constitui a última etapa da carreira e significa seu encerramento. Já outros se referem à aposentadoria como a nova etapa na carreira, outros ainda a consideram como o pós-carreira, orientados pela compreensão de que, na atualidade e no futuro, cada vez mais, a aposentadoria deverá integrar o conjunto de políticas das organizações (ZANELLI; SILVA E SOARES, 2010) Surge, portanto, uma demanda importante para os psicólogos, dentro dos ambientes de trabalho, referente à necessidade de promover a orientação, a preparação ou a reflexão sobre as mudanças que se enunciam para o período da aposentadoria. Sobre esse tema, considere as afirmações a seguir:
I Pensar em um projeto de vida para a aposentadoria constitui oportunidade proeminente para que se possa realizar ou resgatar atividades que proporcionem a satisfação de necessidades e de experiências adormecidas.
II Nos projetos de vida para a aposentadoria, a reflexão acerca dos hábitos e costumes se torna auxílio para o estabelecimento de relações de ajuda (procedimentos, ações, relações genuínas) que facilitam o processo de tomada de consciência a respeito do que é essencial e do que é secundário no momento do pós-carreira.
III Na estrutura de um programa de orientação para a aposentadoria, a proposta de encontros grupais informativos deve preceder a proposta de encontros vivenciais.
IV O programa de orientação para aposentadoria tem como um dos objetivos discutir aspectos sociais, financeiros, culturais, psicológicos que se manifestem no período anterior à aposentadoria. Contudo, os aspectos biológicos (como os de saúde, por exemplo) não devem ser tratados nesse programa, visto que não poderão ser solucionados.
Das afirmações, estão corretas