Magna Concursos
4157998 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FSADU
Orgão: IF-MA
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Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Pelo direito de ser criança!

Muito antes de chegar à presidência da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara de Vereadores, meu trabalho já era promover espaços de desenvolvimento saudável para mães e suas crianças nas periferias do Rio de Janeiro. Foi dentro desse esforço que desenvolvemos o MÃE & MAIS – projeto que teve um grande reconhecimento e possui até um documentário no Canal Futura -, e que tinha como um dos seus objetivos principais educar sobre a importância de respeitarmos o ritmo que a infância pede.

Entendemos como saudável, nesse caso, uma velocidade diferente do que vivemos por conta das pressões sociais, oriundas das desigualdades, do mercado de trabalho ou da correria do cotidiano. Porque a submissão das crianças a este ritmo, que é propriamente dos adultos, impacta de forma negativa nas suas vidas.

Um ponto de atenção nosso é o crescente e descontrolado acesso dos pequenos às telas, que tira deles as oportunidades de brincar de forma livre, e que tem minguado a convivência com outras crianças, proporcionando impactos em seu desenvolvimento físico e mental. E sem falar do tipo de conteúdo que consomem.

Esse tipo de exposição excessiva é falta de responsabilidade com os diferentes tempos de desenvolvimento da infância, e já se sabe que resulta em perda para a capacidade cognitiva nesta fase de crescimento. Uma conta que pode chegar na vida adulta como estresse crônico, depressão, ansiedade e outras comorbidades que podem ser desenvolvidas quando não temos o direito de viver uma infância plena e digna.

Chamamos esse processo de antecipação das fases da vida, multifatorial e multidimensional, de adultização: que se reflete tanto na infância das crianças com maior poder aquisitivo (em maioria brancas), [...], quanto na vida de crianças de mais baixa renda (em sua maioria negras), que são atravessadas pela falta de acesso aos direitos mais básicos.

Para lidar com essa realidade é fundamental uma articulação de esforços que protejam as infâncias. A educação pública de qualidade é estratégica, pois é uma porta de entrada muito importante para o acesso aos demais direitos, especialmente quando consideramos as infâncias em contextos sociais vulneráveis. O objetivo da educação é não somente preparar as pessoas para o trabalho ao chegarem à vida adulta, como também promover o desenvolvimento integral de cada indivíduo pertencente a uma comunidade.

Nossa certeza é que a forma mais eficaz de garantir o direito de cada criança ser criança, e, portanto, de combater a adultização, é respeitando o ritmo e o tempo de todas as diferentes infâncias, construindo políticas públicas que protejam a liberdade de crescer no tempo adequado. Como dizemos sempre, se a cidade for boa para crianças, ela será boa para todo mundo.

FERREIRA, Thais. Pelo direito de ser criança! Carta Capital, 12 out. 2025.Disponível em:< https://www.cartacapital.com.br/opiniao/pelo-direito-de-ser-crianca/. >Acesso em: 17 ago. 2025. Com adaptações

No enfrentamento da situação discutida no texto, Thaís Ferreira aponta como crucial a

 

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