Com base na leitura do texto a seguir, que faz uma reflexão sobre a formação dos profissionais de medicina, responda à questão:
O DRAMA NACIONAL DO ENSINO MÉDICO
A formação dos profissionais de medicina no país vem sendo posta em xeque em razão da abertura indiscriminada de faculdades
[...] O fato é que o médico, para exercer sua missão com competência e sabedoria, necessita acumular conhecimentos, desenvolver habilidades técnicas, ser ético, ter o comportamento moldado pelo humanismo e, mais ainda, saber comunicar-se com o doente e seua familiares.
[...] Infelizmente, o que está acontecendo(I) com o ensino médico no Brasil vai na contramão do melhor caminho para formar bons profissionais de medicina nos últimos quatro anos, algo alarmante e inédito no mundo. Nesse curto período de tempo, foram autorizadas a funcional mais de 100 faculdades, quando já tínhamos cerca de 200[...].
Ato II – As novas faculdades, e mesmo algumas antigas, estão aptas a formar adequadamente os médicos? A resposta imediata é “não!”. A primeira restrição diz respeito ao corpo docente, já que a boa formação depende de professores capacitados para o mister de ensinar. Embora os cursos médicos devam comprovar um número mínimo de mestres e doutores para o seu funcionamento, não existe fiscalização dessa exigência, tanto que a prática de algumas das novas escolas tem sido demitir doutores após a autorização oficial do funcionamento, uma vez que são docentes mais caros e diminuem o lucro de investidores mais interessados nos resultados financeiros do que no projeto educacional. De maneira complementar, com essa nova pletora de faculdades, seguramente, faltarão docentes qualificados(II) [...] E tudo isso porque estamos falando, nesse ponto, apenas do ensino, ficando quase implícito que em tal modelo a pesquisa não fará parte da rotina dessas faculdades. [...].
A segunda restrição é o acesso a hospitais-escolas. Eles não são apenas instituições assistenciais, pois dependem de médicos que, acumulando as funções dessa natureza e também as docentes, supervisionam as atividades dos estudantes e dos residetes. Querer formar médicos sem um apropriado hospital-escola, próprio ou conveniado, é querer formar músicos sem dar a eles instrumentos para tocar! [...].
Finalmente, se pretendemos mesmo oferecer atendimento de qualidade a nossa população, temos de entender que médicos devidamente qualificados são peças-chave(III). Entretanto, é preciso deixar muito claro que essas não são as únicas peças de um complexo sistema de saúde, que precisa ser constantemente aprimorado para melhor atender a população.
(Veja, 1º de agosto, 2018).
A respeito do emprego dos advérbios no texto, pode-se afirmar que:
I- Em “Infelizmente, o que está acontecendo…” (L. 06), “infelizmente” está em relação com o período no qual se desenvolve o tópico temático – a abertura indiscriminada de faculdades –, servindo para imprimir subjetividade ao texto, ao revelar a postura de insatisfação do autor.
II- Em “Seguramente faltarão docentes qualificados...” ( L. 15) e “um complexo sistema de saúde, que precisa ser constantemente aprimorado” (L. 23), “seguramente” e “constantemente “são advérbios classificados tradicionalmente como de “modo”, mas trazem nuances, respectivamente, de avaliação e tempo/frequência.
III- Em “temos de entender que médicos devidamente qualificados são peças-chave”, “devidamente” é um advérbio de modo que se relaciona com o adjetivo “qualificados”.
É CORRETO o que se afirma em:
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