R.S.F., 42 anos, apresentou citologia cervical colhida como rastreio com resultado ASC-H. Diz que não realizava o exame citológico de Papanicolau desde o pré-natal de sua última filha, 15 anos atrás. Foi encaminhada para avaliação colposcópica com biópsia, a qual diagnosticou uma lesão invasiva do colo uterino. Ela negava quaisquer queixas, exceto por episódios esporádicos de sinusiorragia.
Acerca do caso exposto, considere as seguintes afirmações:
I - A histologia mais provável para o tumor dessa paciente, considerando a epidemiologia da doença, é o adenocarcinoma de colo uterino.
II - Por meio do exame pélvico retovaginal, é possível estimar o estadiamento do tumor na maioria dos casos, exceto naqueles mais avançados, com suspeita de acometimento de outros órgãos e estruturas.
III - Se a paciente tiver uma lesão microscópica, uma conização se faz necessária para confirmar a profundidade de invasão e o estadiamento.
IV - Alguns casos iniciais, microinvasores, podem necessitar apenas da conização cervical como tratamento, não sendo necessária histerectomia subsequente, preservando, assim, a fertilidade da paciente.
V - Lesões invasivas do colo uterino exigem, para o seu tratamento, a realização de histerectomia radical, com ressecção de paramétrios e linfadenectomia, mesmo nos casos iniciais, já que o acometimento dos linfonodos é quase universal.
São CORRETAS: