A evapotranspiração pode ser definida como a soma da quantidade de água perdida por uma superfície coberta com vegetação, através da evaporação direta da superfície do solo e da água perdida pelas plantas através da transpiração. Do ponto de vista físico, os processos da evaporação e da transpiração são muito parecidos, diferenciando-se unicamente quanto ao tipo de superfície evaporante. Desta maneira, a evapotranspiração (ET) constitui a transferência de água, na forma de vapor, através do sistema solo-planta para a atmosfera. De acordo com as condições adotadas, vários são os fatores climáticos que afetam a evapotranspiração:
I. Umidade Relativa (UR): atua separada da temperatura, determinando o déficit de saturação do ar, um dos componentes do poder evaporante do ar;
II. Saldo de Radiação (Rn): principal fonte de energia para o processo evapotranspirativo. Independente da radiação solar incidente e do albedo da vegetação;
III. Temperatura do ar (T): o calor sensível contribui com parte da energia necessária ao processo de evapotranspiração e a temperatura também está diretamente ligada à umidade relativa e ao déficit de saturação do ar;
IV. Vento (U): responsável pela remoção do ar saturado junto à superfície das folhas e pelo transporte de calor de áreas mais secas (advecção de calor sensível). É o outro componente do poder evaporante do ar.
Dos itens acima, verifica-se que estão corretos apenas