Luiz Fernando Perereira, no livro A direção de arte servidora de dois amos (2016) escreve: “A direção de arte é a regente maior de toda a organização artística de um projeto visual para um espetáculo cênico, um filme ou outro produto audiovisual. Ao responder pela ‘ arte’, pela concepção visual, é ela quem vai fornecer a linguagem plástica de um projeto, de uma montagem teatral, de uma produção cinematográfica. Por esta razão ela é equivalente à ‘obra de arte’, pois se apropria de códigos e procedimentos de diversas linguagens como a pintura, a fotografia, o desenho, gerando um projeto e uma ‘criação’. Mas, e esta é sua característica mais importante, ela não é uma obra autônoma em si mesma; existe em função de algo, ou seja, em todo seu universo a direção de arte se justifica para concretizar uma produção teatral, um roteiro audiovisual, etc., projetos que, até então, são potências virtuais de sentido”.
(PEREIRA, Luiz Fernando. A direção de arte servidora de dois amos. Florianópolis: UESC/Ceart, 2016. p. 45.)
Com base nessa citação acerca da visualidade e da plasticidade, é possível afirmar que as principais áreas da linguagem cênica, as quais compõem o campo da Direção de Arte nas Artes da Cena, são: