Não temos ideia de como será o mercado de trabalho em 2050. Sabemos que o aprendizado de máquina e a robótica vão mudar quase todas as modalidades de trabalho – desde a produção de iogurte até o ensino da ioga. Contudo, há visões conflitantes quanto à natureza dessa mudança e sua iminência. Alguns creem que dentro de uma ou duas décadas bilhões de pessoas serão economicamente redundantes. (...).
Estaríamos à beira de uma convulsão social assustadora, ou essas previsões são mais um exemplo de uma histeria lúdica infundada? É difícil dizer. Os temores de que a automação causará desemprego massivo remontam ao século XIX, e até agora nunca se materializaram. Desde o início da Revolução Industrial, para cada emprego perdido para uma máquina pelo menos um novo emprego foi criado, e o padrão de vida médio subiu consideravelmente. Mas há boas razões para pensar que desta vez é diferente, e que o aprendizado de máquina será um fator real que mudará o jogo.
(Yuval Noah Harari. “21 lições para o século 21”. Lição 2: “Trabalho”, p. 40. Adaptado)
Os termos iminência, redundante e lúdico do texto têm o mesmo sentido, respectivamente, em: