Em um ambiente de concorrência, as notícias veiculadas nos meios de comunicação acabam funcionando como mais-valia para qualquer empresa do setor. Ora, se levarmos em consideração a teoria dos Usos e Gratificações, sabemos que o ser humano tende a interessar-se pela informação jornalística que lhe proporciona algum proveito em seu dia-a-dia. Ou seja, a interação entre público e mídia se justifica, em primeiro lugar, pelos "usos" - atribuídos à percepção dos conteúdos midiáticos, como ler jornal, ouvir rádio, ver televisão. Ou seja, o "uso suplementar" da mídia, no intuito de se utilizar o que se lê, se ouve, se vê em situações sociais, como a da conversação cotidiana. Em segundo lugar, a interação entre público e mídia também se justifica pelas "satisfações" - efeitos que as mídias podem proporcionar. Por exemplo, ao "verem tv“, membros do público dão sucessivas mostras" do que estão precisando obter“, passando a orientar suas expectativas a serem subjetiva e objetivamente satisfeitas. Levando-se em conta esse fator, a sedução parece ser uma característica preponderante das notícias que circulam diariamente nos diversos veículos, pois tais empresas de comunicação precisam conquistar o maior número de interessados em lê-las. Desse modo, é correto afirmar que a relação evento-notícia tem sido baseada, na maioria das vezes, em