Texto para a questão
Nenhum homem tem a seu dispor terreno para tão grande investigação, área para tanta curiosidade como o “outro”. Simplesmente o semelhante abriga nesta palavra tremenda contradição: fala-nos com toda naturalidade, até mesmo com toda a pureza(B), do ser que se iguala a mim, que é como eu e, no entanto, quanto mais(C) me aproximo dele, mais distante(C) ou menos igual ele me parece. E mais: tenho, não raro, a impressão de estar ele fechado em seu mundo. Convém acentuar já que não me refiro aos casos excepcionais de tipos introvertidos. Trato do “outro” do dia a dia, a companheira ou até o filho. Hoje, após muita experiência com superiores, subordinados, familiares, filhos, alunos, amores, gente de toda espécie, eu julgo o “outro” cada vez mais difícil de perceber, apreender, uma espécie de labirinto. Desconfio de que o jovem acredita, sinceramente, conhecer o outro(E). Só o tempo lhe irá mostrando que o caminho para o outro não termina.
Walter Ramos Poyares. Falo, logo sou. Rio de Janeiro: Agir; Brasília: Ed. UnB, 1983, p. 36 (com adaptações).
Assinale a opção em que a alteração proposta na pontuação do texto preserva a correção gramatical e a coerência textual.