No Brasil existem variedades linguísticas em decorrência de cada classe social e das regiões, e essa diversidade muitas vezes é sinônimo de preconceito na sociedade. Tal preconceito deve ser enfrentado na escola como parte do objeto educacional; para isso o ensino de Língua Portuguesa deve se livrar do mito “do que é certo”, visão segundo a qual a língua escrita é espelho da língua falada, o que leva a considerar a necessidade de consertar a fala do aluno para que ele escreva bem. Esse tipo de conduta, além de desvalorizar a forma de falar de cada estudante, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum dos seus dialetos ou variedades, por mais que eles tenham prestígio num determinado momento histórico. A questão não é falar certo ou errado, mas saber como utilizar a linguagem dentro de sala de aula e fora dela, em diferentes contextos de interação. Cabe à instituição educacional ensinar o aluno a ser competente no uso da língua oral e escrita, nas diversas situações comunicativas.
DE BETTIO, Maíra Althoff. Disponível em: <https://www.infoescola.com/pedagogia/parametros-curriculares-nacionais-da-lingua-portuguesa/>. Acesso em: 11 set. 2019. [Fragmento adaptado].
Assinale o principal tipo de argumento utilizado no texto.