Texto
| I – Maconha na escola No Rio de Janeiro, houve a expulsão de quatro alunos de uma escola de vanguarda, por terem assumido que estavam fumando maconha em uma excursão a Ouro Preto. Os meninos foram flagrados, ou quase, quando a professora, em um quarto ao lado, resolveu reclamar do barulho do quarto vizinho. Ao chegar, sentiu o cheiro da erva e eles admitiram logo que tinham fumado. Podiam alegar que não era bem assim, que aquele cheiro não era de maconha, que não tinham tragado. Mas eles preferiram dizer a verdade inteira. A pena máxima provocou protestos dos colegas. Eles se sentiram traídos por um centro de ensino reconhecidamente liberal, de excelência, compreensivo, que dá prioridade ao pensamento crítico e por isso mesmo é preferido da elite cultural da cidade que ali matricula seus filhos. Em uma das manifestações de rua, havia a seguinte mensagem de ácida ironia anti-hipocrisia: “Não seja honesto, não admita seus atos, minta. Aprendi isso na escola.” | II – Maconha no drive-thru Algumas drogas, como a maconha e o haxixe, são liberadas na Holanda e podem ser encontradas em qualquer esquina. A facilidade final acaba de ser anunciada: o drive-thru das drogas. Como ocorre com lanchonetes, será possível adquirir o produto sem descer do carro. As duas primeiras lojas, chamadas eufemisticamente de cafés, serão inauguradas no ano que vem na cidade de Venlo, na fronteira com a Alemanha, para atender os turistas das drogas. Essa iniciativa oficial parte do princípio de que tudo o que é proibido acaba acirrando a curiosidade do jovem; em contrapartida, tudo o que é liberado desestimula o interesse e, por conseguinte, a procura. Assim, esperam alterar o consumo de tais produtos. Paradoxo? Ironia? Como classificar essa situação? Se alguém for analisar as estratégias empregadas, com vistas ao aumento, à diminuição ou à extinção do consumo de drogas, a partir de reflexões dialéticas, poderá dizer: “Nem tanto...” Época, 7/5/2001, p. 33 e 67 (com adaptações). |
A respeito das informações que compõem o texto, julgue os itens a seguir.
I Os estudantes, ao chegarem ao quarto e serem flagrados pelo cheiro da erva, admitiram logo que tinham fumado.
II Os protagonistas da situação narrada no fragmento I alegariam não ser verdade a acusação de que tinham fumado maconha, se eles preferissem a mentira à verdade.
III Livre consumo de drogas, de acordo com o fragmento II, é privilégio da elite que tem dinheiro para manter os filhos em boas escolas e para comprar alimentos em lojas do tipo drive-thru.
IV A expressão “Olho por olho, dente por dente” pode ser associada tanto ao fragmento I quanto ao fragmento II.
V Tal qual ocorre em lanchonetes e em bares brasileiros, em que se adquirem mercadorias sem descer do carro, pelo sistema drive-thru, será possível adquirir drogas, na Holanda, em um futuro próximo.
A quantidade de itens certos é igual a
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