Para responder a questão, leia o soneto do poeta barroco Gregório de Matos (1633-1696).
Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora,
Em tuas faces a rosada Aurora1,
Em teus olhos e boca, o Sol e o dia;
Enquanto com gentil descortesia2
O ar, que fresco Adônis3 te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria4;
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota5 a toda a ligeireza
E imprime em toda a flor sua pisada.
Oh, não aguardes que a madura idade
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
O soneto de Gregório de Matos caracteriza-se, sobretudo, pelo seu teor