Um programa da rede municipal de Bombinhas, Santa Catariana, permite que os professores saibam no começo do ano quais alunos terão mais chances de reprovação em dezembro. E ainda quais apresentam mais risco de abandonar a escola. Os docentes recebem o alerta assim que um robô identifica o sinal de perigo.
O robô, no caso, não é aquele ser mecanizado que aparece no cinema fazendo coisas sobre-humanas. É, na verdade, a própria programação de dados, os algoritmos. A ferramenta é alimentada com diversos dados históricos sobre os estudantes. Eles permitem ao robô desenvolver o perfil de cada aluno e constatar quais dados contribuíram para sua reprovação.
Discute-se se esses mecanismos serão utilizados para a inclusão na educação, ou para a exclusão. A preocupação é legítima. Um site americano independente mostrou que universidades americanas já utilizam esse tipo de recurso. Dados como cor e origem social estão entre os considerados para formar esse perfil.
Críticos afirmam que há o risco de desigualdades serem aprofundadas, já que esse grupo será direcionado para cursos menos atraentes e com menos possibilidade de ascensão social.
Ou seja, o robô acaba impedindo que um estudante negro e pobre, por exemplo, que poderia ser uma exceção em um grupo vulnerável, deixe de ser a exceção.
(CAFARDO, Renata. Inteligência artificial. O Estado de São Paulo. 01.03.2020. Adaptado).
“Discute-se ‘se’ esses mecanismos serão utilizados para a inclusão na educação, ou para a exclusão”.
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