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2330232 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: CREF-10

O CHEFE ESTÁ DE OLHO

O home office prometia liberdade aos funcionários, mas a realidade é bem diferente. Cada vez mais empresas usam softwares para monitorar os colaboradores - AMAURI SEGALA

A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o desparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais, já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office os funcionários nunca foram tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados – cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.

[...] Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical – e recebeu tantas críticas – que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma ficção do home office, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado dizer que o empregado disponha de maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer nada”.

[...] Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no seu expediente? Segundo a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através da vigilância. A avaliação de desempenho, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD.

[...] O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente de trabalho está revirado do avesso. Há desafios pela frente. [...] A tecnologia encurta caminhos e é forte aliada, mas não traz resposta para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar. (Veja, 10/02/21)

Com relação ao aspecto conteudístico, o texto

I- nega algumas crenças sobre o modelo de trabalho “Home office”, entre elas a de que os funcionários seriam menos controlados.

II- mostra que o modelo “Home office” vai substituir muito em breve os escritórios, porque os funcionários trabalham com mais liberdade em casa, o que é uma vantagem.

III- afirma que o “Home office” surgiu impulsionado pela pandemia e, quanto à avaliação do desempenho dos funcionários, destaca que é necessário seguir o que está previsto na nova Lei Geral de Proteção de Dados.

IV- ao destacar o fato de os chefes estarem vigilantes quanto ao trabalho dos subordinados, deixa evidente que a relação entre empregador e empregado no modelo “Home office” não é tão diferente do modelo tradicional.

É CORRETO o que se afirma apenas em:

 

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