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4118167 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FGV
Orgão: EBSERH

Paciente de 69 anos, com antecedente de colangite biliar primária, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, é admitida no CTI após dois episódios de hematêmese volumosa e melena, escala de coma de Glasgow 15, um pouco agitada ansiosa (RASS+1), com flapping (Encefalopatia Grau II), ascite moderada e sinais de hipoperfusão periférica. PA 100×60 mmHg; FC 60 bpm; SatO₂ 98%.

Exames laboratoriais iniciais: Hemoglobina 8,0 g/dL; Hct 23,6%; Leucócitos 10.000/mm³; Plaquetas 57.000/mm³; INR 1,6; Creatinina 1,0 mg/dL; Sódio 132 mEq/L; Albumina 2,8 g/dL; Bilirrubina total 1,6 mg/dL. Gasometria arterial: Ph 7,4, Bic 21 mg/dL e Lactato 2,2 mMol/L.

Diante desse cenário, você indica endoscopia digestiva alta de urgência e paracentese diagnóstica.

Com base nesse caso, avalie as afirmativas a seguir.

I. Em pacientes com doença hepática crônica avançada, elevação da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em até 48 horas em relação ao valor basal define injúria renal aguda.

II. Vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, somatostatina ou octreotídeo) devem ser iniciados apenas após a confirmação endoscópica de sangramento varicoso ativo.

III. Em pacientes doença hepática crônica avançada descompensada (B7 com sangramento ativo ou Child-Pugh C) deve-se considerar TIPS preemptivo nas primeiras 72 horas, desde que não haja contraindicações.

IV. A administração de eritromicina endovenosa está indicada para melhorar a visualização do trato digestivo superior e reduzir o risco de broncoaspiração durante a endoscopia.

V. Transfusão de hemácias e correção da coagulopatia com plasma fresco e plaquetas estão indicados profilaticamente antes da endoscopia digestiva alta e da paracentese diagnóstica.

Estão corretas apenas as afirmativas

 

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