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De que histórias somos tecidos?
Tecidos de amor, de traumas, de dor ou de pavor?
De todas as cores, de alegria ou de tirania?
Do esperado e anunciado ou do desprezado e
equivocado?
Do enxoval bordado, do doado ou do negado?
Será que somos ainda tecidos, entrelaçados ou
entristecidos?
Recontados ou narrados?
Será que ainda amarram a nossa vida
Ou já conseguimos tecer com maestria?
Se tecemos – o que tecemos? Ou há tempos
desistimos de tecer?
Misturamos sentimentos ou nos apegamos apenas
em tecidos
ingratos que nos fizeram sofrer?
Se teço ou tecido – ter sido foi um prazer.
Prazer de viver.
Corro no tempo, paro no laço, remexo um abraço,
lembro do beijo,
Suspiro no espaço, me perco no passo.
É só mais um traço na linha do tempo que acabei de
viver.
Traço estratégias para guardar traços sagrados no
altar.
Guardo no coração o que me move e desfaço o que
me afeta,
Mesmo que venha doer.
Faço circo, danço no palco, choro no escondido ou
na multidão.
De drama ou de romance, de comédia ou de ação.
Sou narrativas.
Narro histórias. Invento Histórias. Me reinvento.
Da alma traçada pelo caminho que nasci,
Redescubro significados sem fim.
Não sou a mesma da história que contaram para
mim.
Agora, vivo
Sou tecido e tecelã da minha vida.
E você, tece o quê? ( Rosângela Morais)
A autora do poema apresentado versa sobre a construção de uma identidade que se dá por meio de vários questionamentos. Isso ocorre também pelo uso de vários recursos estilísticos presentes no texto. Em qual dos trechos abaixo ocorre uma ruptura na qual o eu lírico se apresenta como responsável por suas ações?
 

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