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Texto
Vida Móvel
São 6 da manhã e o despertador toca. Você rapidamente liga a função soneca. Daí a 10 minutos a campainha soa outra vez. Você pega o despertador, olha para as horas. De repente você se vê refletido na tela e constata: o despertador é seu celular.
Antes mesmo que perceba, lá está você, ainda deitado, com o celular na mão, o olho pregando, a garganta arranhando. Sem se certificar se o dia está lindo, o pensamento é único: conferir o que aconteceu na sua timeline do Facebook nas últimas 6 horas. Afinal, de meia-noite às 6 da manhã m-u-i-t-a coisa importante deve ter acontecido. E como o celular já está na sua mão, ok, não custa nada verificar o e-mail, o Whatsapp e o Instagram também. 10 minutos se passam e você ainda está deitado, boquiaberto, olhando fixamente para a tela e acariciando seu celular. My preciousss.
Essa cena faz parte da rotina de grande parcela das pessoas que acessa as redes sociais e já aderiu aos smartphones com conexão à internet.
Você dorme com ele, acorda com ele, de vez em quando até sai pingando do banho para atendê-lo. Ele sabe de toda a sua vida, é mais confidente que seu melhor amigo.
Os dispositivos móveis, devido à sua convergência de mídias, há muito deixaram de ser simples telefones sem fio e andam revolucionando nossas vidas, estando cada vez mais onipresentes.
Surgem a cada instante aplicativos que disputarão a atenção dos usuários, seja para otimização de tarefas, jogos, lanterna ou calculadora. Está tudo lá, na palma da mão.
Do ponto de vista social, é cada vez mais comum o lançamento de aplicativos que auxiliam e até mudam a vida das pessoas. Como exemplos pode-se citar apps que ajudam cegos a se locomoverem, proporcionando aos mesmos uma maior liberdade, ou outros que colaboram para o desenvolvimento de crianças com problemas de fala. A lista é enorme e uma coisa é certa, os dispositivos móveis carregam incontáveis benefícios.
Apesar disso, vivemos uma eterna narração de cada ato diário, como se isso fosse relevante. Deixamos de viver o real, para saber quão massageado está o ego virtual.
As telas são várias: computador, celular, tablet, TV... E aos poucos elas olham para a mesma direção: o ciberespaço. É recorrente o uso de diversas telas simultaneamente: o jovem assiste TV, conversa com um amigo no notebook e lê as notícias do Twitter via celular. A aluna anota a aula em um iPad, faz a atividade em um computador e... fotografa o quadro com as anotações do professor. É o jeito multitask de ser, que organiza, desorganiza e vicia nossas vidas.
As mudanças não param e inevitavelmente revolucionam o comportamento humano.
Foi assim no passado.
Será assim no futuro. O que nos espera?
COHEN, Suzana. Disponível em: <http://www.minasmarca.com/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=19428#.VFY3nzTF-dk>. Acesso em: 20 out. 2014.
O enunciado que evidencia o efeito de sentido que faz progredir o texto é: