Em 2019, os 2.153 bilionários que havia no mundo tinham mais dinheiro do que 60% da população do planeta, denuncia a ONG Oxfam em um relatório publicado recentemente. E destaca ainda a concentração da riqueza em detrimento, sobretudo, das mulheres, primeiras vítimas da desigualdade.
“Este enorme abismo é consequência de um sistema econômico falido e sexista, que valoriza mais a riqueza de uma elite privilegiada, em sua maioria, homens”, destaca a ONG.
“Os governos de todo o mundo devem tomar medidas urgentes para construir uma economia mais humana e feminista, que valorize o que realmente importa para a sociedade”, aponta a Oxfam, que propõe entre outras medidas a implantação de um modelo fiscal progressivo que também taxe a riqueza.
As mulheres estão na primeira fila das desigualdades devido a um sistema econômico que as discrimina e as aprisiona nos ofícios mais precários e menos remunerados, a começar pelo setor de cuidados. Segundo cálculos, 42% das mulheres no mundo não conseguem ter um trabalho remunerado devido à carga grande demais de trabalho com cuidados nos âmbitos privado ou familiar, contra apenas 6% dos homens.
Embora cuidar dos demais, cozinhar ou limpar sejam tarefas essenciais, a pesada e desigual responsabilidade do trabalho de cuidados que recai nas mulheres perpetua tanto as desigualdades econômicas quanto a desigualdade de gênero.
(Carta Capital. 20.01.2020. Adaptado).
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