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2226209 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP
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Alfabetização pelo celular e precariedade na conectividade

A pesquisa "Alfabetização em Rede: Uma investigação sobre o ensino remoto na pandemia de Covid-19", que reúne 29 universidades do Brasil e atingiu 14.730 docentes da educação básica em 18 Estados do País, detalha o cenário de exclusão de alunos e dificuldades no ensino remoto durante a pandemia.

As informações qualitativas da segunda fase da pesquisa, ainda em andamento, apontam que, para 71,58% das professoras entrevistadas (90% da amostra da pesquisa são mulheres), a sala de aula na pandemia se reduz à tela de um celular com formação de turmas no WhatsApp.

A medida foi adotada pelas escolas para que não se perdesse o vínculo com as famílias, já que a plataforma Google Classroom (Google Sala de Aula), instituída pelas secretarias de educação como padrão para o envio de atividades, não teve ampla adesão dos alunos por diferentes dificuldades.

Para a coordenadora nacional da pesquisa, Maria Socorro Nunes, professora na Universidade Federal de João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais, o uso do WhatsApp é um indício da precariedade de condições de conectividade, tanto dos estudantes quanto das próprias professoras.

Com o ensino remoto, a interação aluno-professor deixou de existir em tempo real e ficou por conta da mediação da família, cenário que a pesquisa sobre alfabetização confirma. Segundo a psicóloga Maria Alice Junqueira, coordenadora do Letra Viva Alfabetiza, programa do Cenpec Educação, é preciso reinventar a alfabetização.

"Há que trabalhar no ensino remoto de uma forma diferente da que trabalhamos no meio presencial. Vai haver perdas, mas dá para contornar. Com a videochamada, é possível criar vínculos e conduzir práticas a partir de uma série de ferramentas lúdicas", avalia Junqueira.

O estudo Alfabetização em Rede ainda demonstrou que as professoras consideram que a educação remota não atinge os objetivos escolares (17%), que não é adequada para a etapa de ensino com a qual trabalham (15%) e que gerou sobrecarga para os docentes e para as famílias (22%). Apesar disso, reconhecem que foi a opção possível para a educação na pandemia (44%) e avaliam que tem sido importante para manter o vínculo das crianças com a escola (55%).

Embora ainda não haja índices oficiais sobre quão atrasadas essas crianças estão, alguns estudos preliminares já apontam que os prejuízos são graves. A projeção do Banco Mundial, divulgada em março, é de que 2 em cada 3 alunos no Brasil não consigam ler um texto simples aos 10 anos.

(Adaptado de notícia publicada no site Terra em 23/06/2021. Disponível na íntegra em:

https://www.terra.com.br/ noticias/ educacao/alfabetizacao-pelo-celular-e- precariedade-

na- conectividade, 169da35b98d609e0b15350e941e659976c8rnpv4.html

Considere as afirmativas sobre o uso da partícula que no texto:

I- Tanto no parágrafo (“que reúne 29 universidades do Brasil”) quanto no parágrafo (“que a pesquisa sobre alfabetização confirma”) trata-se de um pronome relativo.

II- No parágrafo (“que, para 71,58% das professoras entrevistadas”) e no parágrafo (“que a educação remota não atinge os objetivos escolares”), que introduz oração subordinada substantiva.

III- No parágrafo (“que a pesquisa sobre alfabetização confirma”) introduz oração subordinada substantiva e, no parágrafo, (“que a educação remota não atinge os objetivos escolares”) é pronome relativo.

IV- Tanto no parágrafo (“que reúne 29 universidades do Brasil”) quanto no parágrafo (“que, para 71,58% das professoras entrevistadas”) que introduz orações subordinadas adjetivas.

Assinale a alternativa correta.

 

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