Falando em liberdade
Eu falo de liberdade
como quem fala de pão
de algo que se reparte.
Eu falo de liberdade
como quem fala de arte
de algo que se inventa.
Eu falo de liberdade
como a dos anos sessenta
"faça amor, não faça guerra".
Eu falo de liberdade
como quem fala da terra
a que todos têm direito.
Eu falo de liberdade
porque carrego no peito
uma flecha atravessada.
Eu falo de liberdade
como quem fala de amor
para a pessoa amada.
A POESIA SE ENCONTRA NA FLORESTA. I Encontro Amazônico de Poetas da América Latina. Trad. Thiago de Mello. Manaus: Editora Valer e Governo do Estado do Amazonas, 2001. 384 p.
Disponível em: <http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/
roraima/eliakim _rufino.h tml>. Acesso em: 30 de outubro de 2018.
Nas frases abaixo, considerando os termos destacados, só não temos uma relação de hiperonímia em: