Leia o trecho a seguir, retirado da obra de Ana Lúcia Souza Silva.
“O rap é um dos gêneros no qual podemos observar a brincadeira com a linguagem que sustenta um dizer que é autônomo, contestador, contra-hegemônico e promotor de um conhecimento mobilizador. Mesmo quando um rap é lido, a sonoridade está presente de forma tão fundamental que é possível ‘ouvi-lo’. A subversão da escrita por meio da oralização confere ao rap uma originalidade e uma autonomia perante a escrita escolarizada que mostra a inventividade e a agência de sujeitos que querem expressar as peculiaridades da vida marginalizada por meio de uma escrita também ‘marginal’.”
SOUZA, Ana Lúcia Silva. Letramentos de reexistência,
2011, p. 119.
Nesse fragmento, defende-se a