A dieta da longevidade
André Sollitto e Cilene Pereira Revista Veja, 1º. de junho de 2022
Até hoje, a maioria das investigações associando alimentação e longevidade atinha-se às propriedades nutritivas de alimentos que poderiam ajudar na prevenção de doenças, especialmente as crônicas, as que mais matam no mundo. Assim, soube-se que das frutas vermelhas obtêm-se vitamina C e compostos protetores do coração, que do azeite de oliva ganha-se o melhor tipo de gordura, que as proteínas vegetais são sempre melhores do que as fornecidas por carnes e que os alimentos integrais superam de goleada os refinados. Também concluiu-se que reduzir em média 30% a ingestão de calorias é uma boa medida. Mas ninguém tinha ideia de que organizar o consumo disso tudo de acordo com o relógio biológico é tão importante quanto a escolha dos alimentos. A pesquisa deixou isso evidente. A revisão mostrou que as refeições devem ser feitas em um período concentrado de onze a doze horas. Depois disso, mais nada.
Em seu trabalho, Valter Longo e Rozalyn Anderson foram mais longe na abordagem. Eles propuseram que a cada dois ou três meses as pessoas tirem cinco dias para fazer um jejum, entendendo-se por isso uma ingestão focada em legumes e verduras e bastante líquido. Na explicação de Longo, a ação promove uma espécie de liga-desliga nos processos metabólicos, permitindo a melhora nas funções do organismo e a redução de fatores de risco para enfermidades crônicas.
Analise as alternativas a seguir quanto à acentuação gráfica e assinale a correta.