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3227020 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Referência
Orgão: CODEG
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Texto II

Eu não tinha este rosto de hoje,

Assim calmo, assim triste, assim magro,

Nem estes olhos tão vazios,

Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,

Tão paradas e frias e mortas;

Eu não tinha este coração

Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,

Tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?

Cecília Meireles

Considere as afirmativas a seguir, ponderando sobre sua veracidade (V) ou falsidade (F), e, em seguida, assinale a única opção cuja sequência está CORRETA.

( ) Ao utilizar a repetição de “assim calmo, assim triste, assim magro”, a poetiza enfatiza a semelhança e a equivalência entre os modos como percebe seu rosto no espelho.

( ) Pode-se notar que, ainda que o eu lírico reconheça o envelhecimento de seu corpo, ele não demonstra ter deixado passar o processo da mudança, ao contrário, experimentou toda a transição do tempo de forma consciente.

( ) O questionamento ao final do poema indica a percepção do eu lírico de que, apesar de envelhecido, ainda é capaz de encontrar sua face no espelho.

( ) Ao utilizar as variações do pronome demonstrativo “este” ao longo do poema, o eu lírico indica estar próximo do espelho e, consequentemente, de seus traços corporais, analisando-os de muito perto.

 

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