Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
ASSIM AGEM OS HERÓIS
A noite chega envolta em brumas anunciando mais uma etapa do dia. Em algum lugar anônimo, alguém vela pela população desta cidade que se prepara para dormir. Os pensamentos absortos, olhando o horizonte, torce para que tudo transcorra na mais perfeita paz e harmonia, afinal a vida ainda é o bem maior que o ser humano pode possuir, e ele sabe que se vir acontecer alguma anormalidade, alguém estará passando por grandes dificuldades e necessitará de sua ajuda iminente.
Os minutos transcorrem lentamente e alcançam as horas, passo a passo como se fossem presságios de que algo está para acontecer. No seu descanso, o sono persiste em não chegar, a angústia toma conta do peito e espera ansiosamente o anunciar de um novo dia, que teima em não chegar. De repente, no meio da madrugada, o brado de uma sirene de alerta rasga a imensidão da noite! É um incêndio! A adrenalina lhe percorre o corpo como um raio avassalador, e num piscar de olhos já está de pé, pronto para a sua missão sagrada que é a de salvar vidas e proteger bens.
O ronco do motor da viatura confunde-se com o eco da sirene durante o deslocamento. Agora os minutos passam rapidamente como se estivessem apressando a tragédia. O coração está disparado, o medo não existe! Só o anseio de chegar rapidamente ao local para agir, pois alguém, também anônimo, pode estar perecendo na destruição das chamas incandescentes.
Ele chega! Fogo destruidor! Desespero! Dor, enfim a morte ronda ameaçadora e assustadoramente. Ouvem-se gritos... é a vítima indefesa que clama por socorro. Ele não titubeia, age imediatamente adentrando o sinistro com a coragem que só aos heróis é dispensada. O fogo queima-lhe a pele, a temperatura é altíssima, mas não importa, o que realmente vale é a vida que está se esvaindo e, neste momento, a diferença entre a vida e a morte depende pura e exclusivamente desse destemido homem do fogo.
Ele não faz distinção de raça, sexo, cor, religião ou classe social, não pergunta nomes, apenas acolhe aquela vítima e a traz para vida, como se fosse o precursor de um novo nascimento. Ele não quer dinheiro, não quer mídia, não quer condecorações, ele só quer ver o alívio e o agradecimento no rosto de alguém que estava já sem esperanças - Isto basta! Com a rapidez de um felino ele transporta a vítima para um lugar seguro. O fogo é combatido e a vítima assistida.
Agora ele retorna para dar continuidade a sua rotina do dia-a-dia. O balanço da viatura e o roncar nervoso do motor contrastam com a calma que lhe invade a alma. O coração já não bate acelerado como antes - a normalidade retornou! Apenas a brisa da madrugada toca o seu rosto, e a mente está aliviada por uma sensação agradável.
(www.cbm.ro.gov.br / texto adaptado)
Em “...o anunciar de um novo dia, que teima em não chegar.” (linhas 14-15), a vírgula foi empregada para separar: