Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
Para o escritor autografante, a noite de autógrafos é confusa. Lançamento mistura enfermarias afetivas que de outra forma não se misturariam jamais – imagine reunir numa noite mãe, tias, psicanalista, colegas de trabalho, dentista, antigos professores, amantes ex ou não, vizinhos de apartamento, amigos de infância desaparecidos há 30 anos etc. O liquidificador emocional é intensíssimo. E há a solidão indivisível: em noite de autógrafos, emoções à parte, quem menos se diverte é o próprio escritor. Além dos turbilhões íntimos, precisa maquinar dedicatórias estonteantes, ser simpaticíssimo e lutar contra o impulso de sair correndo e gritando: “me tira daqui!”.
(Caio Fernando Abreu, “Autógrafos, manias, medos e enfermarias”. Em: Pequenas epifanias. Adaptado)
No trecho – ... precisa maquinar dedicatórias estonteantes... –, entende-se que o escritor