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2571038 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Getúlio Vargas-RS
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Lápis, Caderno e Borracha

Aconteceu em dezembro passado: "O que você pediu para o Papai Noel?", perguntou o repórter a um menino que vivia num barraco e que um calçãozinho três números menor do que o seu corpo exigia Suspirei fundo. Que repórter é esse que coloca uma câmera de televisão na frente de uma criança que provavelmente nunca teve um sonho atendido? "Material escolar", respondeu o menino.

O menino queria ganhar material escolar de Natal. Iria pra escola em março, queria lápis, borracha e caderno, que o pai não podia comprar.

Corta para o repórter entrevistando o pai, Ficassem tranquilos os telespectadores, o menino teria seu lápis, borracha e caderno na noite de Natal, seria seu primeiro presente em sete anos de vida, seu primeiro sonho atendido. Meu coração ficou do tamanho de meio amendoim.

Na hora não pensei que maravilhoso era ver um menino humilde ir para a escola. Pois a notícia era esta, um menino, ao vivo, em rede nacional, escapando da marginalidade, com chance de estudar e, caso os deuses seguissem abençoando sua família, assim seria nos próximos anos, e um futuro decente o aguardaria no final do arco-íris.

Bela história, e meu coração nem assim voltava ao tamanho normal, meus batimentos eu nem sentia, Material escolar de presente de Natal, dois meses antes do início das aulas, é um bofetão cuja a dor passa rapidinho, trocando de canal.

Semana passada entrei numa livraria com uma lista na mão e enchi o cestinho com canetas hidrocor, massa de modelar , papel celofane, tesoura, pincel, glitter, essas coisas que a escola exigem nos primeiros anos do ensino fundamental e que mais parecem brinquedos, e penso que o brinquedo que aquele garoto ganhou de Natal foi lápis, borracha e caderno, e não caminhãozinho, bola, skate, Só lápis, borracha e caderno. Que qualquer pai deveria poder comprar folgadamente com seu salário mensal, dias antes do início das aulas, como fazemos com nossos filhos, os maiores ainda adquirindo livros, arquivos, pastas e mochilas, tudo entregue a eles de mão beijada porque é nossa obrigação. Não é Natal.

Mas é natal pra quem finalmente vai poder estudar, pra quem conseguiu ter seu lápis, sua borracha e seu caderno, pra quem precisa trocar o lúdico pelo útil, pra quem precisa de datas especiais para conquistar o que deveria ser um direito.

Sai da livraria com duas sacolas cheias de cartolina, giz de cera, réguas e estojos coloridos.

Estamos no início de ano letivo, apenas isso. Mas para diversos meninos e meninas - haja coração - estudar é Natal.

Autor: Martha Medeiros (adaptado)

A respeito da classificação das palavras, enumere as lacunas conforme a classificação correspondente de cada vocábulo.

1 - escolar.

2 - meu.

3 - nem.

4 - apenas.

( ) Advérbio.

( ) Adjetivo.

( ) Conjunção.

( ) Pronome.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, de cima pra baixo, os espaços?

 

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