Leia o trecho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, para responder à questão.
Para estudiosos da comunicação ou do comportamento humano, há uma diferença colossal entre assistir diariamente ao “Discovery ChanneL”, por exemplo, e a um programa de auditório recheado de closes ginecológicos e/ou cenas de violência. Porém, seja qual for a qualidade do programa, o meio de comunicação, por si só, se consumido em excesso, é capaz de causar grandes estragos. No caso, certas funções orgânicas do telespectador, como as faculdades cognitivas ou até as articulações e a postura, é que são prejudicadas. E mais: a TV, tal qual o cigarro e o álcool, pode causar dependência.
Assim como o dependente de cocaína tem o impulso de cheirar mais para manter o estado de euforia, o telespectador contumaz sente necessidade de ficar grudado à TV para manter a sensação de relaxamento que o hábito produz. Essa foi a conclusão de um amplo estudo realizado pelos pesquisadores americanos Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos de Mídia da Universidade Rutgers, e Mihaly Csikszentmihalyi, professor de psicologia da Universidade de Claremont.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2509200308.htm. Acesso em: 05 fev. 2024.)
Em: “[...] para manter a sensação de relaxamento que o hábito produz.”, o verbo produzir é