Leia o fragmento a seguir.
“Pouco tempo depois, viajou para participar de uma feira de artesanato em Machado, no Sul de Minas Gerais (...) Enquanto arrumava tudo sobre uma mesa, alguns vendedores que estavam expondo no chão começaram a incomodá-la, xingando e mandando que se retirasse por não ser brasileira e ocupar aquele espaço.
– Eu fingia que não entendia nada. Calada continuei. Veio um cara todo louco e começou a me xingar e eu peguei um ferro e encarei ele. Falei que, se ele encostasse um dedo nas minhas coisas, eu ia avançar nele. Ele ficou surpreso com a minha atitude, e aí começou a me xingar de longe, sabe?”
(CONSOLAÇÃO, Maria da et al. (Orgs.) Entre-lugares: trajetórias de migrantes refugiados e apátridas. Belo Horizonte: Jornalismo na Fronteira, 2019, p. 22-23).
A narrativa da vida de Marinela, peruana residente no Brasil, retrata a situação vivenciada por muitos imigrantes no nosso país.
Nesse contexto, o fragmento faz referência à